quinta-feira, 19 de maio de 2016

Está Interessado ou Comprometido? Quer Mesmo Ser um Apresentador Que Fala Por Si?



Na publicação “Quer mesmo ser um Apresentador Que Fala Por Si?” abordámos genericamente a importância do compromisso (commitment) para que se atinja o sucesso ou, neste caso para que possamos ser um Apresentador Que Fala Por Si.
Estar comprometido é bem diferente de estar interessado. É muito mais do que isso! E é essa diferença que pode determinar o sucesso ou a... normalidade. Com base numa publicação que li, criei estes exemplos para o ajudar a perceber se está interessado ou comprometido em ser um Apresentador Que Fala Por Si:
  1. Se lê um artigo ou publicação (como esta) revela interesse da sua parte. Se aplica os conhecimentos que adquire isso já se considera compromisso. Os conceitos podem ser adquiridos pela leitura mas as competências não. Há que treinar, há que praticar! Note que dificilmente se fica magro por se ler uma dieta ou por se conhecer com detalhe o valor energético dos alimentos, não é verdade? Não aplique esse conhecimento e verá os resultados…
  2. Se dedica algum tempo à temática das apresentações, isso revela, de facto, interesse. Se, por outro lado, dedica muito do seu tempo livre ou empenha toda a sua energia a procurar ser um “Apresentador Que Fala Por Si”, aí sim, é compromisso. Se treina quando pode, sem método, dificilmente fará uma maratona…
  3. O interesse é “aliado” da procrastinação enquanto o compromisso leva à ação, e a focar-se naquilo que é realmente importante. Se tem interesse em emagrecer, começa amanhã. Se está comprometido, começou ontem, hoje vai ao nutricionista, começa a fazer exercício, etc.
  4. O interesse encontra desculpas (não nasci para ser um “Apresentador Que Fala Por Si”) enquanto o compromisso encontra soluções, procura competências e, claro, age!
Olhando para si, sente-se interessado ou comprometido? Quer Mesmo Ser um Apresentador que Fala Por Si?

terça-feira, 10 de maio de 2016

Já "Shazou"? Eu já e... gostei!

Apresentador Que Fala Por Si está sempre atento, sempre inquieto por melhorar a sua próxima intervenção. E hoje temos a vida facilitada porque a tecnologia assim o permite.
Se vê uma imagem que quer mostrar, fotografa com o telemóvel. Se precisa de gravar o som de algo, grava com o telemóvel. Se escuta uma música perfeita para integrar na sua apresentação mas não sabe o nome e tem receio de a cantarolar a quem o possa auxiliar, o telemóvel também ajuda… se tiver a app SHAZAM instalada, claro. Experimente!

http://www.shazam.com/pt 

domingo, 8 de maio de 2016

Quer mesmo ser um Apresentador Que Fala Por Si?


Se a resposta é “sim”, sugiro que pense melhor. Se ainda assim está determinado e responde mais convictamente “SIM”, fico mais satisfeito, mas talvez seja melhor voltar a perguntar-se se quer mesmo ser um Apresentador Que Fala Por Si. Se, agora, responder “SIM, QUERO” (onde é que eu já ouvi isto!?!?!?) então talvez lhe interesse continuar a ler este artigo.

Na verdade, sabemos que o Compromisso é um dos fatores associado ao sucesso dos atletas que participam nos Jogos Olímpicos (ver Gould & Maynard, 2009) e é, também, um dos sete elementos que compõem A Roda da Excelência, de Orlick.

A parte boa (e má) do Compromisso é que depende apenas de nós. Má!? Porquê? Porque, de acordo com António Damásio, “os cérebros inteligentes são preguiçosos”. Ou seja, se conseguirem fazer mais com menos esforço, não hesitam, pois, deste modo, poupam energia que pode ser necessária a qualquer momento. Por exemplo: sabemos que o treino de uma apresentação (tal como de uma peça de teatro), é essencial. No entanto, o cérebro é capaz de nos dizer “não treines, não é necessário. Vai correr tudo bem. Perdes a espontaneidade, etc.”, com o intuito de poupar energia. Apesar de poder parecer, esse não é o melhor caminho para o sucesso.

Voltemos, então, ao verdadeiro compromisso.
Segundo Orlick, o compromisso é um dos ingredientes essenciais quando se procura a excelência. Para se notabilizar em algo, necessitará de um nível elevado de dedicação, autodisciplina, paixão, alegria ou amor pelo que faz. Deverá estar verdadeiramente comprometida consigo mesmo para ser o melhor que conseguir e, de um modo contínuo, lutar para ser cada vez melhor e fazer contributos significativos.

Defende o autor que “o primeiro elemento da excelência é o compromisso para se notabilizar, se superar, fazer tudo o que é necessário para se diferenciar, desenvolver as ligações mentais, físicas e técnicas para a excelência, definir objetivos pessoais claros e persegui-los exaustivamente, persistir perante obstáculos e dar tudo o que tem e consegue dar.”
Acreditando que o Compromisso é fundamental para o desenvolvimento da Excelência enquanto apresentador, pergunto:
  1. O que tem feito para se notabilizar / diferenciar/ superar?
  2. Visando a excelência, que trabalho tem feito ao nível mental, físico e técnico?
  3. Que metas e objetivos estabeleceu? O que tem feito para os alcançar? Como monitoriza esses objetivos?
  4. Como tem reagido perante os obstáculos que lhe aparecem?
  5. Tem a consciência tranquila de que tem feito tudo o que está ao seu alcance para ser um Apresentador Que Fala Por Si?

Deixo-o refletir e voltarei, em breve, a este assunto!

Gould, D., & Maynard, I. A. N. (2009). Psychological preparation for the Olympic Games. Journal of Sports Sciences, 27(13), 1393–1408. doi:10.1080/02640410903081845

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Procura uma alternativa ao PowerPoint?

O PowerPoint é, sem dúvida, a opção mais utilizada quando se pretende fazer uma apresentação eletrónica. Uma alternativa que ainda não me convenceu, mas que pode revelar-se útil para si, é o VISME
A imagem seguinte, retirada do blogue onde poderá encontrar muitas informações e tutoriais, compila as principais vantagens de se utilizar o VISME.
Não sendo um utilizador experimentado, destacaria a possibilidade de se elaborarem infografias e de se ter acesso a dados de utilização. Pela negativa, o método de trabalho que, aceito, possa derivar do meu insuficiente conhecimento da ferramenta. Sugiro, no entanto, que, como em muitas outras coisas da vida, experimente e faça a sua própria avaliação.



quinta-feira, 21 de abril de 2016

E quando a tecnologia não "colabora"?

Quando se utiliza tecnologia (ou um simples equipamento), pode acontecer que tudo funcione sem qualquer problema, que é o que se espera, que algo não funcione (acione o plano b) ou que nada funcione (ative o plano c!).

O principal é mesmo não desesperar em frente à audiência...


... e, se possível, manter o estilo!


Foi isto que tentei fazer numa apresentação recente, em que algo não funcionou bem.

O que sucedeu?

1. Já tinha utilizado várias vezes esta tecnologia (sistema online de votação), em diferentes contextos, com um número reduzido de participantes e com um significativo número de participantes.
2. Tinha testado na véspera e tudo funcionou normalmente.
3. Testei na manhã do dia do evento e... tudo 100%.
4. Testei antes da minha apresentação e... super!
5. Comecei a apresentação... pedi aos participantes para votarem e o número de votos começou a surgir no ecrã.
6. Quando terminou a votação e tentei avançar para o diapositivo seguinte... o computador bloqueou.
7. Mantenho a calma.
8. Brinco com o facto de até as apresentações feitas pela Microsoft terem problemas.
9. Não desisto.
10. Enquanto reinicio o PowerPoint e a apresentação, recordo um epsiódio que me aconteceu:

  • Ia ministrar uma formação sobre técnicas de apresentação. Tudo a postos. Pelo sim, pelo não, levo o portátil da minha mulher e coloco toda a apresentação num disco rígido. Peço, ainda, que a entidade organizadora tenha um portátil disponível.
  • Chego cedo, como habitualmente. O meu computador que tinha funcionado bem na véspera nem sequer inicia. Parece morto!
  • Aliviado, e até algo orgulhoso, por ter um outro computador disponível, ligo o portátil da minha mulher. Surpresa... não liga! 2ª morte do dia? Nem quero acreditar.
  • Só me faltava que o portátil da entidade organizadora não funcionasse. Mas funcionou! Também seria azar a mais...
  • A formação inicia-se a horas e decorre sem qualquer problema.
  • Chego a casa e tento ligar o meu portátil. Ligou! Renasceu?
  • Experimento o da minha mulher e... funciona!
  • E esta?
11. Tudo a postos! Nova tentativa e... voltou a não funcionar.
12. Avanço para o plano B... procurando manter o "estilo"!

Lamento não ter corrido melhor? Claro que sim. Mas o que poderia fazer mais?

Na verdade, estamos cada vez mais dependentes de computadores, internet, videoprojetores, energia, etc., o que aumenta a probabilidade de algo correr mal. Importa, por isso:
- Acionar o plano B
- Ativar o plano C, caso falhe o B
- manter o estilo!

segunda-feira, 18 de abril de 2016

E se não for boa ideia colocar marcas (bullet points) nos seus diapositivos?

A maior parte dos gurus das apresentações defende a NÃO utilização de marcas (bullet points) nos diapositivos de uma apresentação. Há até quem se refira à utilização de marcas como “Death by bullet points”.

Veja alguns exemplos de quem não defende (ou abomina!) a utilização de marcas:
  1. Bullet points can kill your presentation
  2. 10 ways to avoid death by bullet points
  3. Whats the subject and why it matters to you
  4. Bullets in presentations
  5. Bullets kill so do bullet points
  6. 8 rules for exceptional slide presentations
  7. Most presentations stink
  8. Fix your really bad poweerpoint 


Nancy Duarte, norte americana especialista em apresentações e autora de diversos livros, partilha desta ideia e oferece-nos esta imagem onde refere um dos problemas que as listas de marcas podem causar. Isto é, enquanto o apresentador se refere à primeira linha, os membros da audiência podem estar a ler os restantes pontos (na verdade, é algo que acontece com muito mais frequência do que pensamos). Este inconveniente poderá ser parcialmente resolvido se animar o conteúdo do diapositivo de forma a que exista uma adequada sintonia entre o que aparece na apresentação e o que o apresentador refere.


Na verdade, não sou tão fundamentalista quanto à NÃO utilização de marcas. Se as usarmos com critério, acredito, até, que de acordo com o tipo de apresentação que estamos a fazer, as marcas podem justificar-se. Por exemplo, enquanto sub pontos de uma ideia chave. Naturalmente que, de acordo com diversos autores, posso usar um diapositivo por cada marca e fica resolvido o problema. No entanto, a lista de pontos pode, na verdade, ajudar a sintetizar ideias, a dar unidade à informação que pretendemos transmitir, entre outras vantagens.

Reveja criticamente as suas apresentações. Se sentir que necessita de ajuda, contacte-nos!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

O que vestir na próxima apresentação?


Quantas vezes pensou nesta questão? Provavelmente, de cada vez que teve que fazer uma apresentação? Comigo passa-se o mesmo.
Qual será a melhor indumentária para aquela apresentação?


Com esta pergunta em mente, decidi tornar explícitas as minhas dúvidas e apresentei-me de robe, no Workshop intitulado Técnicas de Apresentação. Sim, de robe. A surpresa entre os participantes foi grande. Muito grande, mas cedo perceberam a intenção.
Fiz-me acompanhar de três possíveis trajes e coloquei-os à votação. Na verdade, nenhuma opção foi unânime. Para se chegar a um consenso (sim, porque não queria continuar de robe a dinamizar o Workshop), foi preciso negociar. Feita a escolha, ergue-se uma mão a pedir a palavra. O que seria? Alguém que não estava de acordo… porque aquele eu tinha usado aquele casaco, cerca de seis meses antes, numa outra ação de formação!
Confesso que já nem eu me recordava e informo que o casaco era bem “normal”. Como seria possível que alguém se lembrasse da roupa que o formador usou numa sessão seis meses antes? Este facto, deixou a audiência pensativa, perplexa, até. Quase tanto como quando me viram chegar de robe!
No livro Apresentações Que Falam Por Si (pág. 74), refiro que “um aspeto essencial é que o comunicador se sinta bem com o vestuário que utiliza, que expresse a sua individualidade, adaptando-se o melhor possível ao contexto”. E recordo a história de uma vez que fui convidado para fazer uma apresentação num seminário. Terei sido descuidado ou, na altura, ainda pouco sensível a estas questões, e apresentei-me de fato e gravata quando todos os participantes, organização incluída, estava de fato de treino.
Senti-me deslocado, desenquadrado. Naturalmente que não iria de fato de treino, mas a gravata, pelo menos, tinha sido dispensável.
Alguns pontos de reflexão:mas sugestões:
1.      Perceba o contexto. Procure saber:
·        Onde decorre a apresentação?
·        Em que momento do dia?
·        O que acontecerá depois da apresentação? Jantar de gala? Outdoor?
·        Quem estará na audiência e que expectativas terão?
·        Qual é o “dress code”?
·        Que imagem quer passar?
2.      Adapte-se ao contexto, procurando sentir-se o mais confortável possível;
3.      Se usar adereços, escolha-os com cuidado. Não deixe que a gravata, os brincos ou o lenço se tornem o ponto mais comentado;
4.      Atenção ao calçado. Um soalho de madeira e sapatos de tacão podem ser a combinação perfeita para distrair a audiência.